ASSÉDIO NO TELEMARKETING: QUANDO A PROMOÇÃO TEM COR E O MÉRITO É IGNORADO!
O setor de telemarketing, que emprega milhares de trabalhadores e trabalhadoras no Brasil, é palco de práticas abusivas que ultrapassam a cobrança por metas e entram no campo do assédio moral e da discriminação racial e de gênero.
Relatos recorrentes apontam uma realidade preocupante:
Essa prática revela um problema estrutural: o racismo institucional dentro das empresas.
Igualdade de todos perante a lei
Proibição de discriminação por raça, cor ou qualquer outra forma
Além disso, a Lei nº 7.716/1989 define como crime qualquer prática discriminatória no ambiente de trabalho.
Já o assédio moral, ainda que não tenha uma lei única específica — é amplamente reconhecido pela Justiça do Trabalho como conduta ilícita, especialmente quando:
Humilha trabalhadoras " chamando-as de escravas, de panetone trufado, falas pejorativas de cunho sexual!
Cria ambiente tóxico- Favorece pessoas por critérios pessoais e não profissionais
No dia a dia, essas práticas aparecem de forma velada ou explícita:
Promoções direcionadas a “pessoas próximas” da chefia.
Preferência por perfis específicos (geralmente brancos).
Desvalorização sistemática das trabalhadoras negras
Pressão psicológica para “aceitar” injustiças
Isolamento ou perseguição de quem questiona, e demissões por justa causa de trabalhadoras doentes.
O resultado é um ambiente de trabalho adoecedor, que afeta a autoestima, a saúde mental e a dignidade das trabalhadoras.
Quando uma trabalhadora é preterida injustamente, especialmente por critérios raciais ou favoritismo pessoal, não se trata de opinião — trata-se de violação de direitos fundamentais.
Esse tipo de conduta pode gerar:
Empresas que promovem esse tipo de prática contam com um fator essencial: o silêncio. Por medo de perder o emprego ou sofrer retaliações, muitos trabalhadores não denunciam. Isso permite que o ciclo de injustiça continue.
Mas é importante lembrar:
O telemarketing não pode ser um espaço de exploração, racismo velado e favorecimento pessoal.
Promoção deve ser resultado de competência, dedicação e experiência — não de cor da pele ou proximidade com chefia.
Denunciar é um ato de coragem, mas também de transformação.

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