IDOSO COBRADO NA JUSTIÇA ENQUANTO IMOBILIÁRIA FINGE NÃO VER ?
O DRAMA SILENCIOSO DE BAGÉ-RS
Uma cobrança de pouco mais de R$ 2 mil pode esconder um problema muito maior: quem realmente paga a conta quando a imobiliária falha? Na cidade de Bagé, um caso revolta pessoas aposentadas e acende alerta para milhares de pessoas, consumidores(as) que confiam seus imóveis a administradoras particulares. O aposentado G. R, pessoa idosa, acabou arrastado para a 4ª Vara Cível Especializada em Fazenda Pública da Comarca de Bagé, em processo de execução fiscal por Taxa de Coleta de Lixo, no valor de R$ 2.130,85.
Em Bagé, a pergunta continua no ar: quem vai responder por isso?
Enquanto isso, segundo denúncias, a empresa, responsável pela administração locatícia do imóvel desde 2018, recebeu R$ mais de 7.500,00 reais, para administrar, pagar as taxas, impostos e tributos , seguiria agindo como se nada tivesse acontecido. O roteiro se repete em todo o Brasil
É comum pessoas idosas entregarem seus imóveis para imobiliárias, acreditando que estarão protegidas de dores de cabeça. Afinal, a promessa é simples, sobretudo quando assinam um contrato.
-receber aluguel em dia, prestar contas
-cuidar da burocracia
-pagar tributos vinculados ao imóvel
-resolver pendências com inquilinos
-preservar patrimônio
Mas a realidade, em muitos casos, pode ser cruel.
Quando taxas municipais deixam de ser pagas, não é a imobiliária que aparece no processo. Quem vai parar no Judiciário é o proprietário — muitas vezes um idoso, aposentado, fragilizado e sem pleno conhecimento técnico.
“Recebeu da inquilina e não pagou?”
Segundo os relatos, o imóvel localizado no Centro de Bagé estaria alugado, e valores teriam sido recebidos normalmente. A pergunta que ecoa é direta:
Se havia aluguel entrando, por que a taxa não foi quitada?
Mais grave ainda: o despacho judicial indicaria até telefone ligado à administradora, demonstrando a conexão operacional entre o imóvel e a empresa gestora.
O impacto devastador sobre idosos
Para uma pessoa jovem, uma execução fiscal já gera medo. Para uma pessoa idosa, aposentada os efeitos podem ser ainda piores:
-ansiedade, pressão psicológica, vergonha social, medo de perder bens, dificuldade para entender documentos judiciais, gastos com advogado e risco à saúde emocional e física
Muitos idosos assinam contratos confiando em profissionais e só descobrem o problema quando chega a intimação judicial.
A omissão que revolta, clientes e moradores(as) questionam a postura dos responsáveis pela empresa, entre eles a diretora, apontada nas reclamações como alguém que estaria ignorando a gravidade do caso, não respondem as mensagens, e se recusa a assumir as consequências da sua falta de profissionalismo e comprometimento com os contratos que assumi .
Quando o cliente é idoso, a responsabilidade moral é ainda maior.
Especialistas alertam que as administradoras imobiliárias têm deveres contratuais de:
-prestação de contas mensais
-transparência com os inquilinos e o proprietários
-zelo patrimonial e boa administração nas benfeitorias
-repasse correto de valores com os juros e correção monetária;
-comunicação imediata de débitos;
-cumprimento do mandato recebido;
Se houver negligência, omissão ou retenção indevida, podem surgir consequências cíveis, consumeristas e até criminais, conforme o caso concreto.
-Bagé precisa discutir isso
-Quantos idosos já pagaram contas em duplicidade?
-Quantos foram processados por falhas de terceiros?
-Quantos têm medo de denunciar?
Esse caso pode ser apenas a ponta do iceberg. O recado é claro
Pessoa idosa não pode ser transformada em escudo de erro empresarial e falta de proficiência técnica.
Quando a imobiliária falha, quem sofre é quem trabalhou a vida inteira para conquistar um imóvel.
DIREITO DO IDOSO É RESPEITO
Se comprovadas irregularidades, o caminho pode incluir:
-ação de prestação de contas
-indenização por danos morais
-ressarcimento integral
-denúncia ao Procon
-representação ao CRECI
-responsabilização e justiça restaurativa

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